Eu juro que eu tento me livrar das correntes do passado, mas elas andam me puxando ultimamente, como se quisessem que eu retornasse, como se nunca conseguisse me desprender totalmente delas. E aqueles lindos olhos verdes continuam lá a me olhar, fixamente.
E continuam a dar vida às minhas palavras, como se só o meu passado me devolvesse elas, como se ele nunca tivesse deixado de ser presente e nunca tivesse se tornado passado.
As palavras doces, o carinho sincero e a minha força pra sorrir e me manter firme, tudo isso está nesse passado/presente.
E o coração acelerado que há tanto tempo eu não sentia, bem como a vontade de escrever, tudo isso volta quando ele bate a porta e chama o meu nome, pois até o jeito com que ele bate à porta é diferente, o jeito como me chama, como me acalma, como sorri, é tudo tão singelo e perfeito, me devolve a confiança, os sorrisos, o afeto, as palavras, o amor.
(Yasmin Durães)
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